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Nota Dissonante

Se a vida te der limões faz uma limonada.

Nota Dissonante

Se a vida te der limões faz uma limonada.

29/01/18

Aventura No Hospital

1.º Dia : O Biquíni

Tudo muito calmo até à hora do almoço.

Estava a meio da refeição quando apareceu a psicóloga para falar comigo e com outra senhora. Insistiu que tinha de ser naquele momento, e que depois terminávamos a refeição.

Estivemos a conversar e, no fim, voltámos à sala. O almoço tinha desaparecido porque uma auxiliar levantou a mesa.

Quando acabei de lavar os dentes, apercebi-me que me tinha esquecido de levar o fio dentário. Revirei a mala, remexi em todos os compartimentos, não fosse ter guardado o raio do fio num deles.

A única coisa que encontrei foi um biquíni. Ainda me lembro da última vez que o usei : http://notadissonante.blogs.sapo.pt/um-pato-na-praia-8195

Serve de muito um biquíni no hospital.

2.º Dia : Incompleta

Fiquei assustada assim que me vi na sala de operações. Para piorar não davam com a veia.

Quando acordei sentia imensas dores. Também sentia comichão na cara. Nem pensar usar o braço do lado em que a mama foi amputada, mas julguei que podia usar o outro. Infelizmente, assim que tentei mexer um dedo, as dores no local da amputação eram tão fortes que desisti. Só pensava :

- No que é que eu me fui meter com a história da reconstrução. Mesmo que tudo corra bem vou ter de ser operada, pelo menos, mais uma vez.

Ao fim do dia, vi o meu corpo e senti-me incompleta.

Quase não dormi porque detesto dormir de barriga para cima e doiam-me ambos os braços, por isso era impossível virar-me de lado.

3.º Dia : Veias

Assim que me tocavam no braço, eu gritava.

As minhas veias não estavam a aguentar o cateter nem os medicamentos.

Optaram por administrar os analgésicos por via oral e apenas os antibióticos através da veia, mas mesmo assim doía imenso.

Explicaram-me que as veias ficaram fragilizadas devido à quimioterapia.

Os meus batimentos cardíacos estavam muito acelerados, creio que teve a ver com o stress e o facto de não ter dormido.

4.º Dia : Sozinha

As outras duas senhoras que estavam no mesmo quarto que eu tiveram alta e fiquei sozinha.

A dor nos braços melhorou e passei a tolerar a administração de medicamentos por essa via.

5.º Dia : Fui Expulsa

Falei com as gatas , pelo telefone, para elas não pensarem que as abandonei.

Fui, em roupão, a um café no jardim do hospital.

- Menina, não pode estar aqui. São regras do hospital.

- Mas eu não tenho nada contagioso - Respondi ao rapaz.

- Pois, mas são regras.

Ok. Nunca tinha sido expulsa de lado nenhum.

A médica informou-me que me iam dar alta na segunda.

Jantei sozinha na sala. Algumas das outras doentes tiveram alta e outras foram operadas e jantaram nos quartos.

6.º Dia: Tédio

Tirando que levei com antibiótico na veia, de tantas em tantas horas, não se passou nada. Que seca !

7.º Dia : De Novo as Veias

O pequeno-almoço foi às 9h40 porque só estava uma auxiliar de serviço. Eu estava quase a desmaiar de fraqueza.

As enfermeiras picaram-me novamente o braço à procura de uma veia que aguentasse o cateter, mas eu estava nervosa e as veias contraiam-se.

8.º Dia : Saída Difícil

Disseram-me que me davam alta, por isso arrumei as minhas coisas.

Passado um bocado, informaram-me que afinal só tinha alta amanhã. Voltei a colocar tudo no lugar.

Um pouco depois, a enfermeira informou-me que sempre me iam dar alta.

Vi a médica e perguntei-lhe :

- Então mudou de ideias doutora ?

- Não. É que fiquei a saber que a cirurgia plástica lhe deu alta e o meu parecer estava dependente deles.

 

E aqui estou eu de volta.

publicado às 15:38
22/01/18

Em Manutenção

Vou dar entrada no hospital, hoje, às 8h30 para ser operada amanhã.

Espero que corra tudo bem. Estou um pouco inquieta porque, na última consulta a que fui, o médico informou-me que o corpo pode rejeitar o expansor. Nem me tinha lembrado de tal coisa, pensei que o corpo só rejeitasse os implantes.Se isso acontecer tenho de ser operada de novo. A boa notícia é que a taxa de rejeição baixou dos 25 % para os 10/15 %.

Não tenho acesso à Net, no hospital, mas, se tudo correr bem, na quinta ou na sexta estou de volta.

Até já.

IMG_20180117_131239_1CS.jpg

publicado às 07:17
19/01/18

O Que Levas na Mala ?

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 Eis o conteúdo da minha mala :

  • Porta moedas
  • Um pacote de lenços
  • Chaves de casa
  • Luvas
  • Um baton do cieiro com fator de proteção 50 +
  • Um toalhete para limpar as mãos
  • Óculos de sol ( que me esqueci de colocar na foto )
  • Telemóvel ( que usei para tirar a foto )

Quando vou a uma consulta ou fazer algum exame médico também levo um livro.

E vocês o que levam na mala ?

publicado às 09:19
18/01/18

Ontem no Jardim

Fui dar bolachas aos patinhos.

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Gosto de sentir o toque das penas deles.

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Uma senhora, acompanhada da filha e da neta bebé, perguntou-me se eu conseguia apanhar um patinho qualquer, ou se tinha uma relação especial com aquele.

Eu disse-lhe que conseguia apanhar um qualquer e apanhei outro para a bebé dar umas festas, mas ela teve medo.

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 Adoro patinhos.

publicado às 10:58
16/01/18

O Oficial e o Espião

O Oficial e o Espião.jpg

Sinopse

Este romance baseia-se, tão ao gosto do autor, num caso histórico que ficou como exemplo de injustiça, corrupção e preconceito e em que se envolveram muitas outras personalidades históricas bem conhecidas. Trata-se do drama cuja personalidade central foi Alfred Dreyfus, acusado de ter vendido informações aos serviços secretos alemães, que foi condenado e deportado para Ilha do Diabo, na Guiana Francesa. Robert Harris narra-o na primeira pessoa, pela voz de um oficial de nome Picquart, uma figura discreta na vida real, mas que aqui se transforma na figura principal. Este personagem vem a descobrir a inocência de Dreyfus e persiste em repor a verdade dos factos, sofrendo com isso pesadas consequências.
O Oficial e o Espião pode ser lido como um magnífico thriller histórico que recria de modo convincente um dos mais famosos casos de corrupção judicial.

 

Ando a ler este livro e estou a adorar. Faz lembrar as histórias de espionagem do Ken Follett. Aliás, nem sei como o Ken Follett não pegou neste caso verídico e o transformou em livro, como costuma fazer.

publicado às 09:24

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